domingo, 28 de outubro de 2012

Despedida do professor Pablo e novo Professor Lucas Junqueira



          No dia 5 de outubro, o professor Pablo Antonio Iglesias Magalhães, por Lucas F. Junqueira.
     O que sabíamos sobre o novato? Nada, e continuamos sem saber.
     Uma apresentação prolongada e uma certa confusão quanto ao que iria ser dado em aula. Não, o jugo mal, esse momento de transição deve ser muito difícil  Mas, não gostei de como ele dá aula. A turma inteira gostou por ele ser bem dinâmico, mas, ainda sim, prefiro a classe do professor Pablo.
      Mas comecei o texto de forma errada. Deveria falar da forma como realmente ocorreu.  Dia 5 de outubro o professor Pablo estava dando a sua aula normalmente. O texto da aula era um artigo de uma serie dele chamado A Palavra E O Império. O texto narrava a importância da língua geral do Brasil (Tupi), na colonização do país. No final da aula o professor falou que finalmente tinha sido chamado pela UFBA e que seria D.E. (Dedicação Exclusiva). Foi um choque para a turma que já tinha se acostumado com a forma que o professor dava aula. Nosso vinculou com ele era pequeno, mais eu me senti muito lesada com a saída dele. Um gigante como ele (me refiro a erudição dele, e a altura também kkk), a gente não encontra em toda universidade, principalmente uma universidade como a UniJorge, que está se lixando para o curso de Licenciatura em História, mas isso não vem ao caso.
      Voltando ao novo professor, o Lucas Junqueira, percebi que assim como eu, é devoto de João José Reis. Ele teve o privilegio de ser aluno dele nessa nossa disciplina, na UFBA é Brasil I e na UniJorge é História da América Portuguesa. Contou de sua experiencia acadêmica e suas dificuldades, falou e falou e falou, mais não colou. Percebi que era um cara de conteúdo, e que em uma dia de aula me fez fazer a minha listinha de livros para o natal, mais ainda assim não me senti a vontade com ele.
      Hoje eu editei o cronograma do professor Pablo para situar o professor, que sem querer acabou pulando 5 dias no cronograma. Mas, creio eu, que ele vai dar conta do recado.
      Desconforto registrado, até a próxima postagem.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Última aquisição: O Alufá Rufino de João José Reis

      Não me sinto ainda apita a fazer um bom resumo, muito menos, possuir um blog.
      Mas como eu tenho um blog, e o criei justamente para comentar sobre tudo. Creio que não tenho escolha.
      Não irei fazer um resumo do livro mais comentarei sobre os altos pontos do mesmo.





      O livro conta a história de Rufino, o negro mina, pra ser mais especifica malê. Conta soa trajetória como escravo de um importante boticário na Bahia. Depois vendido a um soldado, que o leva a Porto Alegre e depois é adquirido por um chefe de policia local.
      Rufino alega  que conseguiu negociar sua liberdade com esse dono e que assim que comprou sua liberdade, ele foi para o Rio de Janeiro. Lá conhece traficantes e entra nessa empreitada sendo cozinheiro de tumbeiro.
     A trajetória histórica de Rufino só pode ser contada, graças ao documentos de dois depoimentos que ele foi submetido (assim como muitos outros negros). Com a riqueza de detalhes de seus depoimentos, datas e nomes, foi possível desvendar esse mundo de escravidão, tráfico ilegal, e liberdade no Brasil da primeira metade do século XIX.


Conversando com sua Historia, Álvaro Dantas Jr.

No dia 15 de outubro, dia do professor e coincidentemente, aniversário do nosso querido professor Álvaro Dantas Jr. Foi uma palestra muito rica em detalhes, até porque o biografado deu uma "ajudinha". Segundo o Professor Álvaro, ele tinha mania de mandar a carta e ter em poder as copias. Sem contar que em suas cartas ele contava sobre a vida, administração de suas 68 fazendas, combinavam votos, como todo bom coronel (no período republicano). Graças a Barão de Jeremoabo, e sua biografia que detalha vida naquele período de transição de império para a república.



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Palestra de Micro-História com João José Reis


      Uma palestra divertida e altamente instrutiva, João José Reis, autor de A Morte É Uma Festa e Rebelião Escrava No Brasil ministrou a "aula" de forma esplendorosa. Sou até suspeita em comentar, fã eu ainda não sou, mais é um dos poucos historiadores que trabalham com micro-história e me deixa tão "agarrada" em seus trabalhos.
      Sou imatura, sendo eu segundo semestre apenas, mas creio, e sei que muitos concordaram comigo: É um dos melhores historiadores do Brasil, se não for o melhor.
      Pra mim, micro-história e biografia era um porre, até conhecer esse cidadão aí, me fez ver essa vertente da história com outros olhos. Até minha mãe que tenho influenciado de certa forma a seguir na área, disse que não só tem pensado em fazer História, como continuar indo as palestras dele.
     Era de se esperar que ele acabaria falando de suas obras, o que deixou a palestra fascinante (pelo menos para quem leu alguma). Tive o prazer de prosear por alguns minutinhos com ele, e ele se mostrou muito cortês. Meu amigos Willen Roffe que me acompanhou disse: "Adorei conhecê-lo é super humilde".
     Consegui o que queria, é o que podem ver logo abaixo, um autografo, que eu nomeei "Rabiscos de João José Reis":
     Não sei dizer o quanto fiquei feliz por estar lá com minha musa, minha mãe Dona Graça, e meu amigos Willen, Francisco e Jadson que compartilharam desse momento com essa "tiete" iniciante. E já me despedindo, publicarei outra foto que pousamos com ele. Até mais.



Ausência de postagens e um outro olhar...

     Cara Dr. Clara, percebi que a senhora cumpriu o acordo de não comentar nenhuma das minhas postagens. Provavelmente a senhora é minha unica leitora, mas gostaria que não me mandasse sms's pedindo para que eu volte a postar coisas no blog. Mas, como lhe devo satisfação e "meu eu que precisa ser externado", aqui vou eu.
      Passei esse final de semana inteiro doente, o que impossibilitou qualquer produção nesse blog. Na verdade, pensei até de postar foto que tirei com o professor Francisco no Centro Histórico, mais o que me faltou forças para tal intento.
      Aproveitei para reler algumas textos do primeiro semestre e fiquei fascinada de como minha visão mudou em 6 meses. Percebi coisas que antes notei e nem notaria. Será que finalmente estou começando a pensar? Tomara, pois sofri demais no inicio por não ter olhos para entender as entrelinhas.
      Bem que o professor Pablo disse: "O historiador enxerga as entrelinhas. Se você ainda não tem essa percepção, logo a desenvolverá".
     Pode parecer loucura, mas aquela "alienação inicial" faz falta. Convivi com a mentira durante toda a vida e cá estou eu fazendo história e vendo que fomos enganados desde o "descobrimento". A forma como as leis foram elaboradas, e creio eu que, já com as possibilidades de burla-las tornam esse país e seus colonizadores uns "Cretinos, patologicamente falando"¹. É triste pensar em um país tão hipócrita em que até a população vive na base da hipocrisia em seus relacionamentos pessoais.
     Me perguntaram certa vez, quando nós baianos vamos aprender a valorizar nossos Patrimônios Históricos, acho que para muitos será como uma ofensa a minha resposta, mas é o que eu acho: Só quando colocarem todos os brasileiros, visto que isso não é só aqui, em um lugar e extingui-los. O problema não é só na Bahia, é no Brasil, que nunca se respeitou a memoria histórica de lugar algum. Infelizmente esse problema não está na educação da população brasileira e sim na cultura. Passamos anos jogando dejetos nos chão, e fomos colonizados por famílias que ainda se prendiam a um período feudal. Quem estudar a fundo as cortes portuguesas poderão ver que tudo que os políticos fazem herdaram de Portugal.
      É triste pensar que estamos a mercê de nossa própria ignorância histórica, mais é a mais pura verdade. Tudo isso permanece do jeito que está por pessimas administração escolares, que com suas politicas retrogradas não incentivam os alunos a pensarem por sim só, e investir num material melhor, que abra as novas mentes, falta de isentivo e a disseminação de mentiras criadas na republica e no império para que o povo brasileiro criasse um identidade.
      Muitos brasileiro buscam uma identidade africana, creio eu que será uma busca exaustiva e será a troco de nada. os países africanos não são mais como eram, depois de sua independência estão ainda em busca da sua formação identitária. Falou, alguém cujo o nome me fugiu da memoria, mais quando eu lembrar mencionarei com certeza: "Não sou descendente de escravos, Sou descendente de seres humanos que foram escravizados". Temos que nos debruçar sobre as história de africanos que veio para o Brasil e deixou o seu pedaço aqui. Não podemos esquecer daqueles que eram os donos da terra, porque não resgatar o tupi e torna-lo a segunda língua oficial do Brasil? Vamos tentar, enfim, construir uma história em que haja a participação do negro, índio e do europeu, e que nessa construção possamos enfim nos identificar como brasileiros e começar a lutar por um país igualitário!

sábado, 29 de setembro de 2012

Seminário do professor Pablo

      Não vou mentir, eu quase mato muita gente para ficar com o tema: Fundação da cidade do Salvador e Invasões Estrangeiras no Século XVII. Eu jugava um tema fácil, mas não é tão fácil assim.
Na verdade nosso grupo acabou ficando com a responsabilidade de contar sobre a cidade que residimos e isso é uma pressão danada.
      Para começar a texto base do seminário era de autoria do nosso professor. A ideia de apresentar um seminário com o autor na nossa frente era assustador. Antes de que os grupos tomassem ciência dos textos base, fui atras de um fantástico de Luis Henrique Dias Tavares. O texto se encontra no livro aqui abaixo:


      Essa é a 11ª Edição Ampliada e Revisada, um texto de fácil compreensão e que qualquer pessoa tem facilidade em ler e compreender o que autor diz. No meu caso, que conheço a cidade, pouco, mas conheço, foi possível imaginar cada passo do que ele narrava, é uma experiencia magnifica.
     Senti saudades do meu antigo professor Flávio Márcio, com certeza ela saberia o que me dizer. A pior parte da faculdade é essa inicial, em que você tem que aprender a trilhar com suas próprias pernas e não terá ninguém para te guiar. As vezes chega a ser desesperador, da vontade de desistir e perder as forças, mas esse trabalho esta me mostrando algo diferente, é o que vos conto:

     Quando você faz uma graduação, seja lá do que for, você vive aquele momento magico, em que seu sonho se torna realidade, mas quando a ficha cai e você entende a situação que você está, bate um desespero, uma vontade de correr, e eu quase fiz isso.
      No inicio foi difícil lidar com o que a professora Cláudia Trindade me disse no meu seminário  na verdade eu tinha vontade de esgana-la, mas depois que acompanhamento psicológico (acredite, quase entrei em depressão), consegui me superar no meu seminário sobre os Botocudos, na disciplina História Indígena, ministrada por Ana Paula Trabuco (mais antes eu passei mal no seminário de Álvaro Dantas, episódio do qual eu não me orgulho).
      Depois dessas idas e vinda, momentos de desespero, minha vontade de terminar a graduação e não ser uma profissional medíocre foi maior do que tudo e então eu tive o plano. Como passei por grupos de irresponsavelmente esses agora estão em uma regime mais fechado. E para nosso seminário de História da América Portuguesa resolvi me ver como uma historiadora de verdade e pesquisar da fonte. Todos do grupo estão engajados nas bibliotecas e arquivos da cidade para descobrir ou levantar uma outra opinião ao o que o nosso querido professor disse e ou que Tavares disse. Mais ainda sim, sinto que meus esforços serão em vão......